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TARÔ  O Caminho Real     

 

             O Tarô é um método de precognição do futuro incluído no ramo das cartomancias. Sua origem remonta os primeiros séculos do cristianismo no Egito, mas alguns estudiosos sustentam que  a origem do Tarô é ainda mais antiga, remontando o Egito dos faraós. Todavia, suas origens permanecem envoltas nas neblinas do mistério, não se sabendo quem o inventou, nem quando, nem onde. É um dos métodos precognitivos mais exatos que se conhece.

Fisicamente, o tarô é um baralho de 78 lâminas, 22 das quais chamadas de arcanos maiores, por serem as principais cartas do jogo e por apresentarem um profundo simbolismo arcano. As 56 cartas restantes – chamadas arcanos menores – se dividem em quatro naipes, dispostos segundo uma progressão de figuras e números.

 

     

Jung: os arcanos

  funcionam como

arquétipos universais

 

O simbolismo das cartas do Tarô é muito profundo, e tem despertado a argúcia de muitos estudiosos. Entre os mais renomados estudiosos está o psicólogo Carl Gustav Jung, que concluiu que os arcanos maiores do tarô funcionam como arquétipos do mundo ocidental. Acreditam alguns estudiosos que o simbolismo hermético do tarô guardaria os segredos dos antigos sábios dos templos de mistério do Egito, e esta teria sido a forma e a fórmula simbólica que eles encontraram para preservar sua tradição sem comprometer os sagrados mistérios, deixando de escrever seus conhecimentos em linguagem ordinária compreensível ao comum dos mortais, mas codificando suas doutrinas num simbolismo hermético que somente os iniciados pudessem compreender, em qualquer parte do mundo.

 

Outras correntes, porém, veem a origem da Tarô na China, e outros na Índia, de onde teria sido trazido pelos ciganos que passaram por aquele país e depois adentraram a Europa. Como se sabe, um baralho de tarô adaptado é amplamente usado pelos ciganos para ler a sorte, chegando mesmo a ser conhecido como “cartas ciganas”.  

 

Ao longo dos séculos o tarô foi ligado ao gnosticismo e à cabala hebraica. Pelo grafismo que se vê no tarô atual – o tarô de Marselha -, sua origem parece mesmo remontar os primórdios do cristianismo no Egito. Ali se agrupavam muitos judeus da diáspora: alguns procuravam mesclar o mosaicismo, o pensamento cristão, e a filosofia helenista numa única doutrina e o tarô seria essa síntese. Coincidentemente, a palavra tarot se aproxima da palavra hebraica Torah (= Lei, revelação ou inteligência universal), especialmente se grafada ao contrário – torat.

A Torah contém as leis legadas por Moisés ao povo hebreu, e cabala quer dizer tradição.  A ligação da origem do Tarô com o gnosticismo e a cabala parece ser a mais evidente: o cabalista Postello mostrou que a palavra TARO escrita na forma da cruz usada nas igrejas cristãs pode ser lida ROTA (= roda ou caminho), ou TARO invertido,  que significa a roda de Ezequiel, a lei do movimento astral - ou, em última análise, o destino.

 

Pelo seu alto grau de simbolismo, o tarô oferece uma vasta gama de interpretações. Não só em função do método de leitura como também pelos diversos tipos de baralhos atualmente em uso pelas muitas correntes de tarólogos.  O baralho comum atual – este que se usa nos jogos de salão – seria o último e mais ordinário estágio do tarô original. Em termos de originalidade, o chamado Tarô de Marselha é o que mais se aproximaria do vetústico tarô egípcio, conservando nele boa parte do simbolismo original. O tarô de Marselha data da segunda metade do século XIV. Mas sua entrada na França teria sido através do norte italiano, do vale do rio Taro, um dos afluentes do rio Pó, topônimo do qual teria tomado o nome, Tarocchi: era assim que era então chamado o baralho no norte italiano,  plural de Tarocco. Nesse plural a palavra se torna uma corruptela que pode ser traduzida por  "Os olhos de Tar",  isto é, "Os olhos do Destino".

 

O ocultista Eliphas Levi (falecido em 1875) é considerado o principal decodificador do Tarô moderno.

  

AS ORIGENS PRIMITIVAS DO TARÔ

 

No século XV todo tipo de baralho foi combatido pelo clero, e o tarô, como os demais baralhos, não escapou de ser tachado de obra de Satanás destinada a corromper os homens e conduzi-los à idolatria. Todavia, os humanistas, muito menos rigorosos e muito mais esclarecidos e inteligentes, viam no tarô uma forma encoberta das antigas tradições.

 

Em 1781, Anthony Gébelin examinou o baralho e concluiu que sua origem procedia mesmo do Egito antigo, e que seu nome derivava de TAR, que tem o significado de caminho, estrada ou ROTA, mais  RO, = rei ou real, de modo que, em última instância, tarô quer dizer “Caminho Real”.  Note-se também a coincidência: os 22 arcanos maiores equivalem ao mesmo número de letras do alfabeto hebreu; e ainda aos 22 capítulos do Livro do Apocalipse. 

 

O tarô é também uma profecia de alcance mundial e pessoal e isso será objeto de um futuro livro que estou para lançar.

 

Eliphas Levi, como já foi dito, é o codificador do tarô moderno. Um de seus discípulos, Jean Baptiste Pitois, cujo pseudônimo era Paul Christian, concordava com seu mestre quanto à origem egípcia do baralho, e afirmou que o candidato à  iniciação era conduzido por um corredor onde estavam expostos os 22 arcanos – 11 de cada lado – recebendo instruções sobre o significado arcano de cada um deles.

 

 

INTERPRETAÇÃO E ASPECTOS PSÍQUICOS POSITIVOS DO TAROT

 

 

A interpretação pode começar a partir de uma única carta dos arcanos maiores. Essa carta receberá as influências das outras cartas que, em sendo sequencialmente tiradas, são colocadas a seu lado.

 

Fundamentalmente, uma leitura ou tiragem de tarô começa com um questionamento íntimo e não pronunciado pelo consulente, a respeito do assunto que ele quer ver resolvido ou conhecido. O tarô enviaria mensagens inconscientes ao exterior, reorientando o consulente para uma nova tomada de postura. Na verdade, a pessoa liberaria material inconsciente, e o tarô seria o caminho – o caminho real – para o autoconhecimento, facilitando ao consulente lidar melhor com suas angústias, projetos e crises existenciais. Por exemplo: ao sair uma carta como A MORTE, o consulente reage frente ao seu simbolismo, exteriorizando seu medo a tão funesto acontecimento. Quando o consulente a vê, pode automaticamente ligar a carta a uma morte próxima - sua ou de alguém que ama ou lhe está próximo. Todavia, o sentido dessa carta, aparentemente tenebrosa (a ponto de fazer com que alguns intérpretes mudassem o seu nome ou a excluíssem do jogo), depende de suas relações com outras cartas que lhe estão próximas, podendo até, com isso, ser benéfica. Está justamente aí a magia do tarô!

 

O tarô teria ainda a magia de fazer brotar no consciente do consulente intuições barradas por conceitos errados. Essa magia é estimulada pelo conhecimento inconsciente que todos nós temos dos símbolos. É evidente que isso não acontece com qualquer jogo de cartas de tarô, que são inúmeros. Nesse ponto, é imperioso afirmar que o tarô de Marselha é o único que ainda conserva informações hereditárias arcanas mais próximas do tarô original.

 

Não se pode dizer que pelo tarô se pode prever o futuro. Melhor seria dizer que pelo tarô se traçam coordenadas – tendências – futuras, caminhos reais e posicionamentos psicológicos que fazem com que o consulente veja o problema ou desejo por um outro ângulo, solução que em sua mente comum estava barrada. O tarô indicaria as consequências futuras de nossos posicionamentos psicológicos no passado e no presente, reorientando o consulente no caminho a seguir. Esses posicionamentos psicológicos - muitas vezes imperceptíveis -, ainda que aconteçam no nível consciente, determinam as tendências futuras. É nisso que o simbolismo do tarô é de rara valia, mostrando os aspectos da personalidade que serão as atuantes e atenuantes do futuro.

 

OS ARCANOS MAIORES DO TARÔ       

 

 Em número de 22, os chamados arcanos maiores são numerados  tradicionalmente de 0 a 21, ou de 1 a 22, já que o arcano zero - O LOUCO - tanto pode ser colocado no início como no fim do jogo.

 

 Esses são os arcanos maiores e o simbolismo das cartas do Tarô (Tarô de Marselha): CLIQUE no link do arcano abaixo para descobrir a carta e conhecer um pouco de sua simbologia.

 

O Mago     

 A Grã-Sacerdotisa

 A Imperatriz

O Imperador

  Sumo Sacerdote

  O Namorado

      O Carro

 A Justiça

  O Ermitão

  Roda da Fortuna

      A Força

 O enforcado 

  A Morte

  A Temperança

      O Diabo

 A Casa de Deus

  A Estrela

  A LUA

      O Sol

 O Julgamento

  O Mundo 

  O Louco

 

 

 

  A alma do tarô repousa no simbolismo desses arcanos, a ponto de, numa leitura – ou mais apropriadamente, tiragem – se usar somente essas 22 cartas. Os arcanos maiores encontrariam ressonância na psique do consulente, podendo responder a qualquer tipo de questão que o consulente não saiba conscientemente responder.       

 

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